segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Contos Policiais

Contos Policiais

“Curiosamente li há pouco tempo um livro de género policial...

Deste primeiro enunciado se calhar já poderíamos depreender que, como leitor, não tenho hábito (tristemente) de ler esse tipo de livros, que fiquei gratamente surpreendido, e que se são escassos estes na minha estante deve ser por razões muito parecidas às que os escritores portugueses têm para não escreverem neste género...

Contos policiais – foi assim que deparei com ele, talvez fosse porque me resultava suspeitoso um título tão singelo, ou talvez porque a sua capa completamente preta com uma pistola alaranjada no meio me apontasse, decidi pegar nele quanto menos com estranheza. Logo a seguir, quase que me senti obscuramente encorajado a ler alguma das suas páginas ao reparar em nomes como o de Francisco José Viegas, Mário Cláudio, Rui Zink ou Valter Hugo Mãe... parecia como se aquele excelente elenco me quisesse dizer alguma coisa que só após ter feita a leitura viria a decifrar... No fim, uma ideia, misturada com o irresistível desejo de não desprender os dedos da última página, rondava a minha cabeça: Sempre há mais uma maneira de fazermos as coisas, e é assim que escritores portugueses mais uma vez no-la revelaram.
Para quem como eu também se tenha sentido no ponto de mira, boa leitura

Jorge Costa

5 comentários:

S disse...

Maravilhoso artigo, Jorge, que vontade de ler o livro! :) E eu que sou uma viciada em livros policiais, e tenho mais de uma prateleira na biblioteca cá de casa que o podem provar :)

Departamento de Português disse...

Cara S, como que és viciada em policiais? Não tinhas dito nunca! Quais os teus escritores portugueses preferidos?
Chema DG

PS. Envia cumprimentos a essa gente que mora além do Tejo.

J disse...

Opiniões como a tua, cara colega, são sempre bem-vindas… espero que gostes :)
Ah, e que não tivesses falado dantes na tua paixão por este género, compreendo-o perfeitamente, pois os prazeres são inconfessáveis, apenas partilhados com quem se quer... não achas ?)
Jocas
Jorge Costa

S disse...

Chema, nunca pensei muito nisso, na verdade. É uma coisa que me vem de sangue, a minha mãe e o meu avô também eram viciados no género. Há coisas que genética não nega. Agora, reclama vá, sou uma clássica (e já sabes da formação anglófona) quem me tira uma boa Agatha Christie e um bom Raymond Chandler tira-me tudo :)

Obrigada pelo elogio, Jorge, e tens razão os nossos "guilty pleasures" não são para ser gritados ao mundo. Dá beijinhos aos meus alunos todos por mim, por favor!!! Diz-lhes que tenho muitas saudades deles.

Beijinhos e a ver se nos vemos que já lá vão uns meses desde as Jornadas; o problema é que entre as tuas viagens diárias e as minhas não sei se será fácil encontrar um bocadinho.

Departamento de Português disse...

Cara S, fica descansada que darei os teus cumprimentos. E tens razão, não vai ser fácil vermos, mas se calhar coincidimos nalguns destes encontros organizados.

Passa bem e beijinhos

Jorge Costa