quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Cabo Verde na Rádio Nacional de Espanha
domingo, 27 de junho de 2010
Futebol no Mundial 2010
Se no dia 25 foi o jogo da Lusofonia, na terça será o jogo ibérico...
E se não conhecem, aqui estão os Monthy Pythom e a sua ideia do futebol (em inglês).
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Womad em Cáceres: artistas lusófonos
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Novo poema: Sotaque da terra, de Mia Couto
Podem ver várias gravações deste autor no Youtube; aqui trazemos uma interessante conversa com Raquel Santos no programa Entre Nós, da RTP 2 (são quase oito minutos):
terça-feira, 16 de março de 2010
Ning: Comunidade de PLE
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Quem conhece blog(ue)s de São Tomé e Príncipe?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Blogues de Cabo Verde
Para nós conhecermos Cabo Verde -sem ter de apanhar o avião ou mesmo antes de o apanhar (quem me dera!)- podemos viajar pelas páginas dos seus escritores: Germano Almeida (há vários livros deste excelente romancista na biblioteca), Baltasar Lopes (o autor de Chiquinho) ou Manuel Lopes (que escreveu Os Flagelados do Vento Leste em 1959); podemos ouvir música de Cesárea Évora ou Sara Tavares (portuguesa, filha de emigrantes) e até podemos ver programas espanhóis de televisão. Sempre estão aí wikipédia, as páginas oficiais do governo, da Rádio e Televisão CaboVerdiana ou a inovadora revista digital Tertúlia Crioula, criada por jovens estudantes universitários.
Percorram pois, Cabo Verde sem saírem de casa: naveguem em português e crioulo cabo-verdiano pelos blogues deste arquipélago africano.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Jaime Bunda, Agente Secreto, de Pepetela
E para concluir diga-se que o escritor, que recebeu o Prémio Camões em 1997, também o encontramos no Facebook.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Blogue Lusofonias
domingo, 24 de maio de 2009
Dona Pura e os Camaradas de Abril, de Germano Almeida
u-se em Direito na Universidade de Lisboa. No que se refere a sua obra de ficção, representa uma nova etapa na história literária de Cabo Verde. Passo agora a falar do romance Dona Pura e os Camaradas de Abril. Publicado em Lisboa, 1999, desenvolve-se ao redor da celebração do 25 de Abril, para o comemorar. O protagonista, um jovem cabo-verdiano estudante de Direito em Lisboa, acorda na mahnã do 25 de abril de 1974 no seu quarto com a notícia da Revolução. O romance mostra um percurso pelas vidas como a do jovem protagonista e quais são os sentimentos dele perante a revolta. É preciso não esquecer a patroa da pensão, Dona Pura. Merece um destaque pela sua personalidade inflexível representando o contraponto contra o desejo de liberdade e as ideias revolucionárias da sua filha e o namorado dela. Ficarão surpreendidos.
Para concluir dir-vos-ei que a escolha deste libro é fulcral para comprenderem desde uma perspectiva original como é que se sinte nessa altura o 25 de Abril nos corações juvenis.
Aluna de 2º de Avançado
domingo, 19 de abril de 2009
7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo
A escolha das 7 Maravilhas é realizada entre um leque de vinte e sete locais, que são os seguintes: Centro Histórico (Malaca, Malásia), Sé Catedral (Goa, Índia), Convento de Santo António e Ordem Terceira (Recife, Brasil), Fortaleza (Mazagão, Marrocos), Ilha de Moçambique (Moçambique), Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro, Brasil), Fortaleza de Kilwa (Quíloa, Tanzânia), Forte do Príncipe da Beira (Rondónia, Brasil), Convento de São Francisco e Ordem Terceira (Salvador de Bahia, Brasil), Convento do Carmo (Luanda, Angola), Cidade Velha (Santiago, Cabo Verde), Gorgora Nova (Etiópia), Mosteiro de São Bento (Olinda, Brasil), Convento de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil), Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas, Brasil), Fortaleza (Safi, Marrocos), Colónia do Sacramento (Uruguai), Fortaleza Qual'at al Bahrain (Bahrain), Igreja de São Paulo (Macau, China), Igreja do Bom Jesus (Goa, Índia), Fortaleza de Jesus (Mombaça, Quénia), Cidade de Baçaim (Baçaim, Índia), Fortaleza de Damão Grande (Damão, Índia), Fortaleza (Diu, Índia), Fortaleza (Ormuz, Irão), Fortificação (Mascate, Omã), Fortaleza de São Jorge da Mina (Mina, Gana).
Tenho as minhas dúvidas acerca deste tipo de concursos mas, de qualquer maneira, votem ou não (eu, apesar de todas estas minhas dúvidas, já votei), é uma excelente maneira para conhecerem o património de origem portuguesa que podemos encontrar em África, Ásia e América do Sul.
Chema DG
sábado, 18 de abril de 2009
Espanhóis que moram em Cabo Verde
a) A dificuldade que têm muitos espanhóis para aprender línguas, seja português, seja crioulo.
b) Não aparecem na reportagem nomes como Baltasar Lopes, Germano Almeida ou Sara Tavares.
Para saber mais de Cabo Verde, podem ver as páginas da wikipédia que tratam de Cabo Verde ou da cultura deste país. Também, claro, as páginas oficiais do Governo, da Presidência da República ou da Universidade de Cabo Verde.
Agradecem-se comentários sobre o programa.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Obama por Mia Couto
E se Obama fosse africano? Por Mia Couto
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-lhe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-lhe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas –tantas vezes no poder, tantas vezes com poder– a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado – a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos – s pessoas simples e os trabalhadores anónimos– festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Pharmacia Popular em Macau
Nota bene: a fotografia é de Dezembro de 2008.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Leitorados para Portugal, Brasil e Moçambique
Veja-se que o Brasil, junto com a China, é o país que mais leitorados acolhe.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Feliz Ano 2009!
E agora estas árvores, que esperamos venham carregadas
Para todas as pessoas: feliz ano!




