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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cabo Verde na Rádio Nacional de Espanha


O excelente programa Nómadas visitou no mês de Julho o arquipélago de Cabo Verde. Pode-se ouvir o programa completo (cerca de 55 minutos) aqui. Os jornalistas da RNE visitaram três ilhas, Boavista, Sal e Santiago (é pena não terem visitado Tarrafal). Há pequenos textos de Corsino Fortes e de Germano Almeida, além de músicas de Cesária Évora, Sara Tavares, Carmen Souza, Batuko Tabanka e Mayra Andrade.
Boa viagem (virtual)!

domingo, 27 de junho de 2010

Futebol no Mundial 2010

Fotografia: www.abola.pt

Se no dia 25  foi o jogo da Lusofonia, na terça será o jogo ibérico...

E se não conhecem, aqui estão os Monthy Pythom  e a sua ideia do futebol (em inglês).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Womad em Cáceres: artistas lusófonos

Cartaz Womad 2010

O programa do Womad Cáceres é, mais uma vez,  muito interessante, bué de fixe. Infelizmente, não há artistas portugueses, mas três deles vêm de países lusófonos. São estes:
6 de Maio (11:00 h.), Flora Gomes (Guiné) apresenta na Filmoteca de Extremadura o filme Mortu Nega.
6 de Maio (23:15 h.), Marcelo D2 (Brasil), na Praça Maior.
7 de Maio (17:00 h.), Waldemar Bastos (Angola), na Praça de São Jorge (atelier).
7 de Maio (20:15 h.), Waldemar Bastos (Angola), na Praça de São Jorge.

Bom Festival para todos!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Novo poema: Sotaque da terra, de Mia Couto

Na secção wordle trazemos para este mês de Abril um dos primeiros poemas (escrito em Junho de 1986) do moçambicano Mia Couto (Beira, 1955). Foi publicado no livro Raiz de Orvalho e Outros Poemas (Lisboa, Novembro de 1999; anteriormente houve uma edição em Maputo, 1983)
Podem ver várias gravações deste autor no Youtube; aqui trazemos uma interessante conversa com Raquel Santos no programa Entre Nós, da RTP 2 (são quase oito minutos):

terça-feira, 16 de março de 2010

Ning: Comunidade de PLE

logo Ning

Já sabem que o mundo das redes sociais está a crescer cada dia (se calhar, cada minutinho). Por isso, não deixem de visitar esta, dedicada àqueles que estudam, aprendem e ensinam Português. Fazer o cadastro (palavra do Português do Brasil; no Português Europeu terá de ser realizado o registo) é muito, muito simples. Visitem o fórum, as fotografias... tudo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quem conhece blog(ue)s de São Tomé e Príncipe?

 STP
Este pequeno estado africano é formado por duas ilhas habitadas na linha do Equador. Pouco sei deste país da CPLP, com cerca de 160.000 habitantes, mas há informação na wikipédia ou nas inevitáveis páginas oficiais (que podem melhorar muito, muitíssimo) ou de turismo.
A informação diária encontra-se em páginas como Canal Santola, Téla Nón ou no Jornal de São Tomé.
E blogues? Há blogues são-tomenses actualizados? Há bons blogues como há, por exemplo, em Cabo Verde (veja-se Café Margoso)?
Nota: a imagem superior é deste blogue.

Chema DG

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Blogues de Cabo Verde



Para nós conhecermos Cabo Verde -sem ter de apanhar o avião ou mesmo antes de o apanhar (quem me dera!)- podemos viajar pelas páginas dos seus escritores: Germano Almeida (há vários livros deste excelente romancista na biblioteca), Baltasar Lopes (o autor de Chiquinho) ou Manuel Lopes (que escreveu Os Flagelados do Vento Leste em 1959); podemos ouvir música de Cesárea Évora ou Sara Tavares (portuguesa, filha de emigrantes) e até podemos ver programas espanhóis de televisão. Sempre estão aí wikipédia, as páginas oficiais do governo, da Rádio e Televisão CaboVerdiana ou a inovadora revista digital Tertúlia Crioula, criada por jovens estudantes universitários.
Mas agora vamos dar uma voltinha pelos blogues caboverdianos, que encontramos em www.afrigator.com, nos blogs cabo verde blog e Sobre Cabo Verde ou no sapo.cv/.
Já dei uma olhadela e gostei daquilo que vi. Por exemplo, acho magnífico Café Margoso: um blogue muito bem cuidado, com excelentes fotografias e textos de qualidade (i.e. "perguntas cafeanas"). Mas não está sozinho: é um prazer, ou simplesmente muito interessante, ler as páginas de Pedrabika e Teatrakácia. E há mais, para o buscador Afrigator eis 15 principais blogues caboverdianos: Café Margoso, Pedrabika, Sanpadjud, Morabeza, Teatrakácia, Ouvir Estrelas..., Com(ou sem)tigo, Maktub, Blog de Amílcar Tavares, Pedaços de mim, Palco da Vida, O Blog do Reitor da UniPiaget, O outro lado do Eu (feitos estes dois últimos pelo Prof. Jorge Sousa Brito), Waaldé e Caboverdiano.

Contudo, encontrámos ainda mais blogues, nomeadamente no sapo: O aZul dO mAr, Kusas di Téra, Muzika di Téra (sobre a música de Cabo Verde em Portugal).

Percorram pois, Cabo Verde sem saírem de casa: naveguem em português e crioulo cabo-verdiano pelos blogues deste arquipélago africano.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Jaime Bunda, Agente Secreto, de Pepetela



Vai aqui a primeira recomendação de leitura para este ano 2009/2010. Um livro policial engraçado, com situações cómicas, mas cheio de ironia e de, às vezes, humor azedo. Um romance excelente para conhecer a Luanda (e a Angola dos secretos de Estado, da corrupção e dos benefícios do petróleo) de finais do século XX, onde Pepetela (Benguela, 1941) escreve algumas das suas melhores páginas, especialmente quando parece que não diz as coisas à sério.


E quando acabarem de ler este romance, não fiquem aflitos, aí está Jaime Bunda e a morte do americano, com o nosso anti-herói favorito (paródia de James Bond) a desvendar a estranha morte em Benguela dum engenheiro dos EUA.
Obviamente, não é um grande livro de mistério; o assunto não é descobrir quem é o assassino ou onde está a faca ou a pistola do crime; o assunto é Angola, a corrupção e a inépcia do poder, as mudanças na linguagem oficial para se adequar aos novos tempos. Importa também desfrutar com a linguagem e com esses quatros narradores que sublinham a ficção que toda obra literária é.

E para concluir diga-se que o escritor, que recebeu o Prémio Camões em 1997, também o encontramos no Facebook.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Blogue Lusofonias

Mais um blogue -este realizado em Madrid- que trata da língua portuguesa e da cultura lusófona (será que existe isso?). Dêem uma olhadela porque é interessante: www.lusofonias.org.
Blog Lusofonias

domingo, 24 de maio de 2009

Dona Pura e os Camaradas de Abril, de Germano Almeida

Se quiserem ler um romance ilustrativo sobre a Revolução dos Cravos desde uma perspectiva criativa, juvenil e diferente, recomendo-vos o romance Dona Pura e os Camaradas de Abril. Quanto ao seu autor, Germano Almeida, nasceu em Boa Vista em 1945 e licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa. No que se refere a sua obra de ficção, representa uma nova etapa na história literária de Cabo Verde. Passo agora a falar do romance Dona Pura e os Camaradas de Abril.

Publicado em Lisboa, 1999, desenvolve-se ao redor da celebração do 25 de Abril, para o comemorar. O protagonista, um jovem cabo-verdiano estudante de Direito em Lisboa, acorda na mahnã do 25 de abril de 1974 no seu quarto com a notícia da Revolução. O romance mostra um percurso pelas vidas como a do jovem protagonista e quais são os sentimentos dele perante a revolta. É preciso não esquecer Dona Pura e os camaradas de Abrila patroa da pensão, Dona Pura. Merece um destaque pela sua personalidade inflexível representando o contraponto contra o desejo de liberdade e as ideias revolucionárias da sua filha e o namorado dela. Ficarão surpreendidos.

Para concluir dir-vos-ei que a escolha deste libro é fulcral para comprenderem desde uma perspectiva original como é que se sinte nessa altura o 25 de Abril nos corações juvenis.

Aluna de 2º de Avançado

domingo, 19 de abril de 2009

7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo

Nestes momentos está a decorrer um concurso para escolher os sete monumentos de origem portuguesa mais importantes que há espalhados pelos quatro cantos do mundo. A votação é realizada por telefone, sms e internet e acaba a 7 de Junho (três dias depois far-se-á público o resultado); a data não foi escolhida ao acaso, já que o 10 de Junho é o Dia de Camões, feriado em Portugal.
A escolha das 7 Maravilhas é realizada entre um leque de vinte e sete locais, que são os seguintes: Centro Histórico (Malaca, Malásia), Sé Catedral (Goa, Índia), Convento de Santo António e Ordem Terceira (Recife, Brasil), Fortaleza (Mazagão, Marrocos), Ilha de Moçambique (Moçambique), Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro, Brasil), Fortaleza de Kilwa (Quíloa, Tanzânia), Forte do Príncipe da Beira (Rondónia, Brasil), Convento de São Francisco e Ordem Terceira (Salvador de Bahia, Brasil), Convento do Carmo (Luanda, Angola), Cidade Velha (Santiago, Cabo Verde), Gorgora Nova (Etiópia), Mosteiro de São Bento (Olinda, Brasil), Convento de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil), Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas, Brasil), Fortaleza (Safi, Marrocos), Colónia do Sacramento (Uruguai), Fortaleza Qual'at al Bahrain (Bahrain), Igreja de São Paulo (Macau, China), Igreja do Bom Jesus (Goa, Índia), Fortaleza de Jesus (Mombaça, Quénia), Cidade de Baçaim (Baçaim, Índia), Fortaleza de Damão Grande (Damão, Índia), Fortaleza (Diu, Índia), Fortaleza (Ormuz, Irão), Fortificação (Mascate, Omã), Fortaleza de São Jorge da Mina (Mina, Gana).
Tenho as minhas dúvidas acerca deste tipo de concursos mas, de qualquer maneira, votem ou não (eu, apesar de todas estas minhas dúvidas, já votei), é uma excelente maneira para conhecerem o património de origem portuguesa que podemos encontrar em África, Ásia e América do Sul.


Chema DG

sábado, 18 de abril de 2009

Espanhóis que moram em Cabo Verde

Há uns dias a TVE emitiu um programa de quase cinquenta e cinco minutos sobre os espanhóis que moram neste arquipélago africano de língua oficial portuguesa. Duas curiosidades:
a) A dificuldade que têm muitos espanhóis para aprender línguas, seja português, seja crioulo.
b) Não aparecem na reportagem nomes como Baltasar Lopes, Germano Almeida ou Sara Tavares.

Para saber mais de Cabo Verde, podem ver as páginas da wikipédia que tratam de Cabo Verde ou da cultura deste país. Também, claro, as páginas oficiais do Governo, da Presidência da República ou da Universidade de Cabo Verde.
Agradecem-se comentários sobre o programa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama por Mia Couto

Hoje, obviamente, a notícia é a esperançosa tomada de posse de Barack Obama; podem seguir a noticía na imprensa mundial, seja Público, Expresso, Folha, Rádio Nacional de Angola, Notícias (de Maputo, Moçambique) ou O Jornal de Fall River (Massachusetts, EUA). Vejam o que escreveu, há uns meses, o genial escritor moçambicano Mia Couto. O texto está tirado deste blogue; há uma versão em espanhol neste outro. Também podem ler este artigo do jornal espanhol Público acerca de Nilo Peçanha, primeiro presidente preto do Brasil.

E se Obama fosse africano? Por Mia Couto

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-lhe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-lhe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas –tantas vezes no poder, tantas vezes com poder– a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado – a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos – s pessoas simples e os trabalhadores anónimos– festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Pharmacia Popular em Macau

Quando forem a Macau, e caso tiverem uma constipação, já sabem onde podem adquirir os vossos medicamentos para combater os calafrios e o mal-estar geral. É perto, aqui no Largo do Senado.
Obrigados pela fotografia, Sonia e Eric!

Nota bene: a fotografia é de Dezembro de 2008.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Leitorados para Portugal, Brasil e Moçambique

O Boletim Oficial do Estado (BOE) publicou na sexta passada a convocatória de leitorados universitários para o curso 2009/2010. Há 3 para Portugal (Universidades de Aveiro, Coimbra e Técnica de Lisboa), 14 para o Brasil (Brasília, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador de Bahia, São Paulo, Manaus, Benfica, Viçosa, Mossoró, Goiánia, Curitiba, Campina Grande, Maceió, Diamantina) e 1 para a Universidade Eduardo Mondlane de Maputo (Moçambique).
Veja-se que o Brasil, junto com a China, é o país que mais leitorados acolhe.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano 2009!

Queremos deixar aqui os nossos melhores desejos para este ano 2009 que agora começa (também para aqueles, como os budistas, que moram no ano 2552, ou os hebreus, que estão em 5770, sem esquecer os musulmanos, que vivem agora em 1387, ou todas aquelas pessoas que seguem o calendário nacional índio, cujo ano actual é 1931 (segundo a era Saka; para a era Vikram estamos em 2066) ou os iranianos, que já vão pelo 1388. E que dizer do antigo calendário chinês, egípcio ou dos maias do Iucatão?

E agora estas árvores, que esperamos venham carregadas de paz e ilusão, já estejam em São Paulo (a primeira fotografia, no parque Ibirapuera), já em Lisboa (segunda fotografia, no parque Eduardo VII), no Rio de Janeiro ou algures em Angola, elegante esta última como poucas haverá.


Para todas as pessoas: feliz ano!
(se for possível, claro)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, história da independência de Timor Leste

Ramos HortaA história de Timor Leste, com certeza que no a estória (foi um erro de aluna, desculpe) (ainda por cima, há algumas palavras sem o acento apropriado, tem problemas com o computador)
José Ramos Horta, nascido em Díli (Timor Leste), de pai português e mãe timorense, atingiu o reconhecimento universal com o Prémio Nobel da Paz em 1996.
Cidadão português de adopcão, distinguido com o máximo reconheçimiento português: a Ordem da Liberdade, em 1998, é um exemplo de abnegação pelo povo timorense.
Timor Leste foi colónia portuguesa até 1975, em Abril em Portugal aconteceu a Revolução dos Cravos, e em Agosto desse mesmo ano Timor Leste atingiu a sua independênçia. Nessa altura, Indonésia invadiu-o. José Ramos-Horta, primeiramente jornalista e depois político activista, lutou pela autodeterminação do seu país durante vinte e sete anos e para promover a paz e o fim da violência. Os maiores sucessos dele são a criação dum tribunal militar para julgar os criminais de guerra em Timor. Últimamente José Ramos Horta era apontado pela imprensa portuguesa como um dos sucessores de Kofi Annan no cargo de secretário-geral da ONU.