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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chegou a carrinha da Gulbenkian!


Pois és, chegou a carrinha da FCG à Escola Oficial de Línguas de Navalmoral carregada com montes de livos. O Serviço Internacional respondeu com rapidez ao nosso pedido e enviou cerca de cinquenta livros: a História e Antologia da Literatura Portuguesa, a belíssima edição de As Origens de Portugal de Rómulo de Carvalho, livros de arte (Souza Cardoso ou Paula Rego, entre outros), de teoria da linguagem, de ensino de língua portuguesa, etc.
Quem quiser ler estes livros, só tem de vir à biblioteca da Escola. É fácil.
Claro, não podíamos acabar esta notícia com o nosso grande agradecimento a Fundação Calouste Gulbenkian pelo seu importante apoio.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto

 
"PENSO: TALVEZ O SOFRIMENTO SEJA LANÇADO às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros." (p. 25)

"OS HOMENS SÃO UMA PEQUENA PARTE DO MUNDO, e eu não compreendo os homens. Sei o que fazem e as razões imediatas do que fazem, mas saber isso é saber o que está à vista, é não saber nada. Penso: talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.
Havia um sol dentro de um sol dentro de um sol no meu olhar,..." (p. 67)

José Luís Peixoto (Galveias, Ponte de Sor, Portalegre, 1974) é uma das mais importantes vozes no panorama literário português contemporâneo (de facto existe um prémio de poesia com o seu nome). Se gostaram do conto "O dia dos anos", inserido na Antologia do Conto Português (leitura do mês em Julho), sem dúvida vão gostar de ler mais um bocadinho deste autor. A escolha de leitura para este mês de Agosto é o seu romance Nenhum Olhar, livro que recebeu o Prémio José Saramago em 2001. "Um romance de homens e mulheres da terra, de anjos e de demónios do céu" segundo as palavras do próprio romancista. Nele, traça com mestria a realidade, os medos e as emoções das vidas rurais alentejanas através das suas personagens. Digamos que é fácil enquanto lemos um texto de Peixoto recriarmos na nossa mente lugares, cheiros, luzes, rostos, pelo seu domínio da linguagem, já que nos situa como leitores num cenário quase real e cheio de vida, onde às vezes acontece que o leitor se vê envolvido até tal ponto nas histórias que percebe as sensações das personagens como próprias.
Eduardo Prado Coelho disse de Peixoto que "bastam duas linhas, e entramos num continente novo, num lugar inédito do espaço literário". E José Mário Silva diz dele que o que "torna extraordinário é a sua capacidade de avançar por esta nebulosa de sentimentos e de angústias, evitando sempre cair em qualquer tipo de retórica emocional:"
Sublinharemos que a leitura não é fácil devido à mudança dos limites espácio-temporais, à mistura do imaginativo e do real, assim como às personagens que mudam sem prévio aviso. O fluxo de consciência que às vezes faz a leitura um bocado complicada para quem não estiver muito habituado à leitura, mas em Peixoto resulta mais leve pela sua prosa poética cheia de beleza.
Recomendo-vos Nenhum Olhar. Vale a pena deleitarmos com a leitura deste romance nas férias, pois é viver mais de uma vida, é viver mais de uma história, é um autêntico prazer. E acreditem que estamos a falar de uma literatura diferente.

Boa leitura para todos!

Inês Maria (2º de Nível Avançado)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Novo livro sobre Manoel de Oliveira


Não é a primera vez que se fala neste blogue do realizador Manoel de Oliveira (Porto, 1908) e agora o motivo é a recente publicação no Brasil dum livro que estuda a sua obra fílmica. A coerência do conjunto é conseguida pela organizadora (a professora Renata Soares Junqueira, da UNESP) ao criar cinco grandes apartados que clarificam a leitura: "Uma Poética para o Cinema", "Os Amores Frustrados", "Portugal e o Projeto Expansionista" "A Dialética do Bem e do Mal" e "Em Busca do Tempo Perdido". Ao todo são dezoito artigos, além da filmografia e da apresentação inicial, com cerca de trezentas páginas.
É, portanto, um livro para aqueles que procuram aprofundar na filmografia de Manoel de Oliveira e que, simultaneamente, celebram a força de um homem que começou  a realização de filmes (longas, médias e curtas-metragens, documentários e outras peças) em 1931 com a curta-metragem Douro, Faina Fluvial e que ainda hoje continua a sua labor artística.

Ficha do livro: Renata Soares Junqueira (organizadora), Manoel de Oliveira: Uma Presença. Estudos de Literatura e Cinema. São Paulo, Editorial Perspectiva, 2010.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um romance finlandês


Que podemos esperar duma vintena de finlandeses num autocarro a percorrer as estradas europeias? Um grande suicídio? Este livro que começa nas frias terras da Finlândia, termina nas agradáveis costas do Sul de Portugal: El lugar era excepcionalmente bello. Los acantilados, de más de sesenta metros de altura, caían a pico en el océano color turquesa. El mar era allí cálido y su aliento no parecía tan cruel como el del Ártico. pero el agua es la misma en todos los mares

Trazemos, a seguir, um curioso comentário linguístico incluído nas últimas páginas deste romance, engraçado, irónico e um bocado zombeteiro do escritor Arto Paasilinna: 

               Al viejo y extenuado criador de renos lo sacó del mar un par de horas más tarde un pesquero  portugués cochambroso que navegaba rumbo a Terranova en busca de bacalaos. Uula pasó varias noches secando en el puente de proa sus cientos de miles de dólares, antes de que el barco llegase a su zona de pesca. En dos meses aprendió a hablar portugués, lo cual no es ningún milagro, porque la pronunciación del sami es sorprendentemente parecida. Mientras que el portugués procede del latín vulgar, el sami procede del bramido de los renos.

As citações são da edição espanhola 
(Anagrama, 2008, páginas 254 e 271), 
pois não tenho à mão a edição portuguesa de Relógio d'Água.

Chema DG

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Livro do Mês: Antologia do Conto Português

Acabou a Taça do Mundo de futebol (com grandes festas em Espanha) mas a vida não pára. Por isso, Inês Maria, aluna de 2º de Nível Avançado, propõe como leitura para o mês de Julho a Antologia do Conto Português. Estas são as palavras dela:


Na minha opinião, a leitura no Verão tem de ser “fresca” e com um claro objectivo: desfrutar e descontrair e até fugir daqueles temas um bocado densos podendo abordá-los noutro momento. Nesta altura do ano acho os contos serem uma boa escolha. A Antologia do Conto Português de João de Melo (Achadinha, Açores, 4-II-1949) é perfeita. Temos saído da rotina, e agora são a imaginação e as histórias que nos vão levar a lugares novos. Porém, temos de ter em conta que pelo facto de lermos contos, não ficamos longe de uma leitura séria no que respeita aos conteúdos, sendo mais que certo que os relatos curtos a fazem mais leve.
Com o livro, que com certeza conhecemos, pois é quase de leitura obrigatória nas Escolas Oficiais de Línguas, podemos dar-nos ao luxo de ter na mão autores como Eça de Queirós, Manuel Alegre, Almada Negreiros, Camilo Castelo Branco, Mário de Sá-Carneiro, Miguel Torga, José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Lídia Jorge, José Luís Peixoto, e mais outros quarenta dos séculos XIX e XX.
Segundo escreve João de Melo no prólogo, “Importa, assim, conhecer o conto português à luz dessa ideia de contemporaneidade literária. Através dele temos a possibilidade de nos revermos no tempo e no país em que vivemos –e não apenas historicamente, mas também social, estética e até literariamente falando” E acrescenta “acredito no conto como uma secreta e comovida visitação dos mitos do homem,” “Eis-nos, assim, perante uma literatura histórica, mística, mitológica, mágica, etno-fantástica, trágica, realista, moderna, pós-moderna, como só ela sabe ser –e como todas as outras o são também, afinal.”
Temos nas mãos um leque de possibilidades para nos desfrutarmos. Aproveitemo-nos deste privilégio.

(Encontram-se mais informações acerca de João de Melo no Projecto Vercial)

sábado, 3 de julho de 2010

Libros de texto (2010-2011)

Nivel Básico
1º: Ana Tavares, Português XXI, 1. Lisboa, Lidel. ISBN: 978-972-757-541-1.
2º: Ana Tavares, Português XXI, 2. Lisboa, Lidel. ISBN: 978-972-757-543-5.

Nivel Intermedio
1º: Ana Tavares, Português XXI, 3. Lisboa, Lidel. ISBN: 972-757-545-9. 
2º: Ana Tavares, Português XXI, 3. Lisboa, Lidel. ISBN: 972-757-545-9.

Nivel Avanzado
1º: Hélder J. Ferreira, Português para Todos-4. Salamanca, Luso-Española de Ediciones. ISBN: 84-932394-5-3.
2º: Hélder J. Ferreira, Português para Todos-4. Salamanca, Luso-Española de Ediciones. ISBN: 84-932394-5-3.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (Azinhaga, 16-XI-1922, Lanzarote, 18-VI-2010)

Como não vamos fazer melhor, deixamos aqui as palavras inseridas hoje na página web da Fundação José Saramago:

Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença.
O escritor morreu estando acompanhado 

pela sua família, 
despedindo-se de uma forma serena e tranquila.

Fundação José Saramago

18 de Junho de 2010


A notícia da morte do escritor está, obviamente, por toda a parte. Podem ler entrevistas, ver fotografias, ou escutar conversas nestes sete sítios portugueses (Jornal de Letras, Ler, Diário de Notícias, Público, Expresso, Sol, RTP - não percam a entrevista de José Rodrigues dos Santos), quatro brasileiros (Folha, Estadão, Rede Globo, Veja) e alguns espanhóis (El País, ABC, El Mundo, Público ou RTVE).
A seguir, e como última homenagem, eis uma fotografia (Lanzarote, 1996) do brasileiro Sebastião Salgado:

 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Os Lusíadas capa
Hoje, 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões de das Comunidades Portuguesas, é feriado nacional e faz 430 anos da morte de Camões. Aparentemente, Luís de Camões nasceu em Lisboa em 1524 e faleceu em 10 de Junho de 1580. É uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas de Ocidente. Camões e a sua obra são sem dúvida símbolos de identidade de Portugal. Da obra, destacam-se Os Lusíadas (1572) - aqui nos formatos pdf e jpg, epopeia portuguesa por excelência, as Rimas e as Comédias.
Em 1880 o descobrimento de um documento na Torre do Tombo pelo Visconde de Juromenha revelou a data da morte do poeta. O deputado Simões Dias apresentou à Câmara legislativa a proposta do dia 10 de Junho como feriado nacional nesse ano, onde foi votada favoravelmente. Este foi o ponto de partida das comemorações, que depois seriam aproveitadas pelo Estado Novo em 1924, e que finalmente leva a que no dia 2 de Março de 1978 fosse declarado definitivamente o Dia de  Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas como feriado nacional.
 
Canto I
    
Inês Maria (2º NA)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Poema do mês: Ferreira Gullar

 
Se o poema do mês passado foi uma cantiga de Bernardim Ribeiro (um bocado pessimista, é verdade), para o mês de Junho trazemos a estas páginas uma composição de Ferreira Gullar, o brasileiro (São Luís de Maranhão, 10-IX-1930) que vai receber o Prémio Camões de 2010. Dêem uma voltina pelas páginas dedicadas a este escritor, nomeadamente a página oficial, o blogue Mundo de K, a wikipédia ou a notícia no jornal lisboeta Público.

(A imagem é de Fernandes: http://pierifernandes.fotoblog.uol.com.br/)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Exames: cuidado com o monstro terrível...

Nesta época, cuidado com o monstro Abaixa-Nota, que por aí anda... Diz Katia Canton no capítulo VI do seu excelente Monstruário que...
"É um tipo muito específico de monstro: acaba com a determinação e a confiança dos estudantes. Há muitos relatos de alunos que tinham certeza de que teriam boas notas no final do bimestre, mas quando finalmente chegou o boletim, tudo ruiu. Nota baixa em português, em comportamento, em não-sei-mais-quê. De onde veio tudo isto? O que aconteceu? Sem dúvida foi o Abaixa-Nota, que apesar de assustador pode ser neutralizado evitando algumas atitudes.
Confiar cegamente no seu taco e relaxar nos estudos ao longo do ano é o que atrai este monstro. Muitos estudantes relataram que, após terem ido bem em um teste ou prova específica, deixaram de estudar, achando que iam se dar bem sem mais nenhum esforço. Quando deram por si, lá estava o Abaixa-Nota acabando com a auto-estima deles. O antídoto é mesmo ser constante e persistente."

Acho que em Navalmoral não há bichos deste tipo. Ainda bem.

Chema DG

quinta-feira, 22 de abril de 2010

VI Maratona de leitura portuguesa em Cáceres

cartaz Feira do Livro

Na XI Feira do Livro de Cáceres realizar-se-á, mais uma vez, uma maratona em língua portuguesa, onde os participantes terão a possibilidade de ler (claro), mas também poderão cantar. E ainda há mais: por aí estarão César Prata e Vanda Rodrigues, que constituem o grupo Assobio, com a sua "música tradicional expandida". Força, leitores!

Onde: Feira do Livro de Cáceres (Passeio de Cánovas)
Quando: terça-feira, 27 de Abril (a partir das 17:00 horas)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Livro do mês: Felizmente há luar!

Cartaz Felizmente Há Luar

Aproximamo-nos duma janela, assomamo-nos, -1933-1974- faz vento, despenteia-nos, mas não é ele motivo por que homens se encontrem lá na rua prontos a falar, finalmente baixem os olhos e, apenas, se cumprimentem... Para quê! O vento ronda, azoina, vai para uma banca lá em baixo, passa página, esvoaça, volta a passar, lê-se mais uma notícia, não queiram saber qual o jornal, que a bom entendedor meia palavra basta, e destas, já se sabe, que não faltem se se escassear em conteúdos; quem quiser ler é só por simpatia, que a empatia não alfabetizada e isto, calhou ao povo, que ao todo abrange mais de 50%.

Mas debrucemo-nos mais um bocadinho sobre esta intra-história, e embora respiremos melhor cá fora que aí dentro, termos uma panorâmica mais ampla dá lugar a maiores sucessos... O que não nos diz respeito... Barulho, vozes e gritos, não me aguento, espreitemos... Algo, ou alguém, foi preso... Pelos vistos foi alguém, agarra uma espécie de caderno... Coitado, levam-no, passos no silêncio ecoam nos ouvidos... Um objecto cai e um menino passa ao lado, agacha-se, recolhe algo, e sai da cena a correr de orelhas moncas, que os vitupérios, como os passos, esfumam-se com os ecos... Aquele, o detido, já não é o mesmo, é um rosto de leve sorriso, uma ideia que isola, talvez por ter salvo uma espécie de caderno, um diário... ou aquilo fosse um livro?

Para este mês, Abril de 2010, deixamo-vos com um livro, que logo foi teatro, sem ter deixado de ser por isso um texto escrito (logo perfeitamente recomendável para uma leitura); qualificá-lo-ia de arrebatador, e subversivo pela censura da época. Deixamo-vos com Felizmente há luar!, de Luís de Sttau Monteiro.

Boa leitura,

Jorge Costa

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Maratona de poesia portuguesa em Badajoz

Os colegas de português da EOI de Badajoz estão a preparar uma maratona de leitura de poesia portuguesa. Quem quiser (e tiver a oportunidade), pode ir lá ter com eles (já sabem: sábado, 17 de Abril). Com certeza, haverá muitos alunos de português com livrinhos nas mãos na praça de São Francisco e não só de Badajoz.
Boa sorte para todos, organizadores e leitores!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Novo poema: Sotaque da terra, de Mia Couto

Na secção wordle trazemos para este mês de Abril um dos primeiros poemas (escrito em Junho de 1986) do moçambicano Mia Couto (Beira, 1955). Foi publicado no livro Raiz de Orvalho e Outros Poemas (Lisboa, Novembro de 1999; anteriormente houve uma edição em Maputo, 1983)
Podem ver várias gravações deste autor no Youtube; aqui trazemos uma interessante conversa com Raquel Santos no programa Entre Nós, da RTP 2 (são quase oito minutos):

quarta-feira, 10 de março de 2010

Livro do mês: Portugal, Hoje - O Medo de Existir

Portugal, O Medo de Existir
PORTUGAL, HOJE - O MEDO DE EXISTIR

Democracia, igualdade, direitos, dignidade, economia, capitalismo, consumo, globalização... FILOSOFIA.

A maioria destas palavras está a ser continuamente usada por todos nós: grande parte das vezes cremos saber o que significam, outras muitas, que são usadas correctamente, e, por conseguinte, que somos capazes de as pôr em prática... e em verdade, acreditem, estamos longe dessa realidade! Todos os dias infringimos estes e outros muitos conceitos pelo facto de ignorar – e não apenas – os seus significados. E se ainda por cima só agora é que nos apercebemos de que esses termos são objecto de estudo da área da filosofia, então, é provável que alguém sofra de uma reacção alérgica ou que pense mesmo ter-se ficado cego.
Para os que não opinem que a filosofia é um ramo obsoleto da ciência, mas em todo o caso estigmatizado, possivelmente lhe interesse saber que neste momento José Gil (filósofo de reconhecido prestígio na sociedade portuguesa) deve estar a dar a sua última aula, de portas abertas, como Professor de Filosofia na Universidade Nova de Lisboa.

Entretanto o Portugalite pretende comemorar a sua brilhante carreira, propondo como leitura do mês o seu livro Portugal, hoje –  O medo de existir. Livro esclarecedor, em grande parte, da grave situação que está atravessar o país já há tempo. Livro que, por outro lado, dotado duma escrita surpreendentemente ágil, ambiciona ser compreendido por todos nós.

Caros leitores, vão além, cheguem a lugares insonháveis, onde ainda não dá para ir de carro... desta vez, aos confins do imaginário português.

Boa leitura.

Jorge Costa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Novo poema: Cantiga, Partindo-se, de João Roiz de Castelo Branco

Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
O poema wordle do mês de Março é aquele cujo primeiro verso diz é Senhora, partem tam tristes, inserido no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende (1516). Sabe-se pouco do autor, João Roiz de Castel-Branco, membro da corte de Afonso V.
E aqui podemos ouvir a voz de Amália Rodrigues a cantar este poema.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Contos Policiais

Contos Policiais

“Curiosamente li há pouco tempo um livro de género policial...

Deste primeiro enunciado se calhar já poderíamos depreender que, como leitor, não tenho hábito (tristemente) de ler esse tipo de livros, que fiquei gratamente surpreendido, e que se são escassos estes na minha estante deve ser por razões muito parecidas às que os escritores portugueses têm para não escreverem neste género...

Contos policiais – foi assim que deparei com ele, talvez fosse porque me resultava suspeitoso um título tão singelo, ou talvez porque a sua capa completamente preta com uma pistola alaranjada no meio me apontasse, decidi pegar nele quanto menos com estranheza. Logo a seguir, quase que me senti obscuramente encorajado a ler alguma das suas páginas ao reparar em nomes como o de Francisco José Viegas, Mário Cláudio, Rui Zink ou Valter Hugo Mãe... parecia como se aquele excelente elenco me quisesse dizer alguma coisa que só após ter feita a leitura viria a decifrar... No fim, uma ideia, misturada com o irresistível desejo de não desprender os dedos da última página, rondava a minha cabeça: Sempre há mais uma maneira de fazermos as coisas, e é assim que escritores portugueses mais uma vez no-la revelaram.
Para quem como eu também se tenha sentido no ponto de mira, boa leitura

Jorge Costa

Novo poema: Rogo, de Miguel Torga

Miguel Torga

O poema do mês de Fevereiro no formato wordle é "Rogo" de Miguel Torga, poeta já visitado por parte de vários alunos neste blogue. A versão é do livro La paz posible es no tener ninguna (Antología poética bilingüe, 1928-1993), Salamanca, Amarú, 1994. A edição, assim como a tradução, é de Eloisa Álvarez.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Torga connosco



Miguel Torga


Ontem, dezassete de Janeiro de 2010, há quinze anos da morte de Miguel Torga. Adolfo Correia da Rocha, escritor poeta e novelista português, Premio Camões 1989, faleceu neste dia em 1995.
Embora tenhamos neste blogue um magnífico artigo que fala longamente dele, gostava desta pequena homenagem, pois podemos ter a certeza de que aquelas pessoas que amamos e admiramos nunca vão morrer definitivamente enquanto nos lembremos delas. Gosto é da simplicidade do seu túmulo partilhado com a mulher, Andrée Crabbé, no pequeno cemitério de São Martinho de Anta, aldeia que fica em Trás-os-Montes, e onde nasceu. Ali ouve-se o silêncio e percebe-se o seu espírito.
Miguel: agradecimentos pela obra. É um imenso prazer ficar entre nós!

Retrato (Coimbra,11 de Março de 1952)

O meu perfil é duro como o perfil do mundo.
Quem adivinha nele a graça da poesia?
Pedra talhada a pico e sofrimento,
É um muro hostil a volta de pomar.
Lá dentro há frutos, há frescura, há quanto
Faz um poema doce e desejado;
Mas quem passa na rua
Nem sequer sonha que do outro lado
A paisagem da vida continua.


Até breve.....

Inês M. (2NA)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Curso de Português com o jornal Hoy

Uma boa forma de dar a conhecer a língua portuguesa:

 

Parabéns ao jornal Hoy!