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quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Ainda há pastores?": um comentário


O documentário Ainda há pastores? que temos na biblioteca para nós requisitarmos, é magnífico.
Se gostarem de descontrair e desfrutar da natureza, e de outros aspectos da vida, diferentes aos que estamos costumados a viver no nosso dia-a-dia, vejam. Vale a pena!
O filme de Jorge Pelicano desenvolve-se no Vale da Serra da Estrela (Casais de Folgosinho, Portugal), e percorre o Vale à procura das histórias reais e simples das pessoas que ainda moram nele. Um dos protagonistas é o pastor Hermínio, cuja vida é caminhar pela montanha com as ovelhas, ao som das cassetes de Quim Barreiros. Vamos conhecer também duas crianças, uma mulher velha, um casal... que resistem no Vale apesar das dificuldades e a dureza que implica morar lá.
Não há palavras que possam descrever o que transmitem os rostos, reparem na rapariga quando está a falar das tarefas que desempenha num dia normal, ou na fotografia da mulher velha na sua casa. É arte e vida misturados, e afinal uma obra para os nossos sentidos quando achas que é mais uma história levada ao cinema, oferece-te um salto no tempo, um seguimento para nós comprovarmos como têm evoluído as histórias, e que é o que tem acontecido no vale quatro anos depois. Evidentemente não vou contar...
O silêncio, a natureza, a simplicidade, sem luz eléctrica, sem água canalizada, as montanhas, o gado... são para não perderem.
Digamos que é um filme bem cuidado, cuja fotografia é espectacular, as histórias muito bem contadas com a simplicidade das próprias vidas, e acho muito bem merecidos os vários galardões que possui.

Inês Maria P. (2º Nível Avançado)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval no Brasil

Carnaval do Rio de Janeiro
Eis algumas páginas sobre o Carnaval no Brasil: o jornal Estadão, a Rede Globo ou a Rede Record. Podemos visitar um portal exclusivo para o carnaval e também visitar as muitas páginas oficiais, a começar pelo Portal Brasileiro do Turismo. Entre as páginas dos diferentes governos locais ou estaduais, temos as dedicadas ao Carnaval de Salvador de Bahia, de Olinda, aos Maracatus de Nazaré da Mata e aos Papangus de Bezerros (estes três últimos no Estado de Pernambuco). Deixamos para o fim as páginas do Rio de Janeiro (aí está a fotografia de Pedro Kirilos do Bloco Simpatia) e de Paraty (que linda cidade!). Ficam, pois, estas sugestões; agora é só viajar (virtualmente ou quem tiver sorte, de avião).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval de Navalmoral de la Mata

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Navalmoral será uma grande festa nos próximos dias: o Carnaval vai começar e as gentes, mascaradas, vão encher as ruas. Eis o Programa das festas. E, se vierem de longe, serão bem-vindos!

domingo, 8 de novembro de 2009

Sítio do Picapau Amarelo

Andava eu a manter-me informada acerca daquilo que os colegas fazem pela blogosfera quando encontrei este texto do Marcos. Desconhecia a tradição mas foi impossível não me lembrar de um dos monstros que me fazia tremer quando era pequenina: a Cuca.


A Cuca era uma das personagens da série infantil da TV Globo Sítio do Picapau Amarelo, que eu seguia avidamente nas manhãs do fim-de-semana da RTP1 (quando esta ainda era Canal 1). Era uma espécie de crocodilo com cabelos loiros e uma voz assustadora que raptava as crianças mal comportadas. De todos os seres mitológicos do folclore brasileiro que povoavam o livro de Monteiro Lobato era aquele que mais me assustava.


Com textos de Benedito Rui Barbosa e Luís Fernando Veríssimo, entre muitos outros, e um genérico da autoria de Gilberto Gil era uma das melhores maneiras possíveis para aprender acerca do país irmão. Gostava do Saci, da Dona Benta, da Tia Nastácia, do Visconde, da Narizinho e do Pedrinho, mas a personagem das personagens chamava-se Emilia. Uma bonequinha de trapos com vida, refilona e tagarela que estava sempre a meter-se em sarilhos.

Deixo-vos o genérico de 1978 que é aquele de que me lembro melhor (por essa época, as produções da Globo chegavam a Portugal mais ou menos 5 anos depois da sua exibição no Brasil).



Susana

domingo, 1 de novembro de 2009

Pedir os Santinhos

Aqui na minha zona há uma tradição que se cumpre sempre no dia 1 de Novembro. Enquanto os pais dormem a manhã do dia feriado as crianças do distrito de Portalegre juntam-se na rua em pequenos grupos e batendo à porta dos vizinhos "pedem os santinhos".

Lembro-me de ser pequena, pegar num dos sacos do pão que a minha avó fazia e ir ter com os meus amigos. O importante não era se no final da manhã o saco estava cheio ou vazio, o importante era termos passado aquelas horas juntos, eram as gargalhadas, o passeio, era chegarmos a casa com a alma cheia e um sorriso nos lábios.

Pelo que li, para poder escrever este artigo, o costume vem-nos do facto de ser o dia anterior ao Dia de Finados e as crianças pediam pelas almas daqueles que já não estavam. Era-lhes dada fruta (principalmente frutos secos), bolos, chocolates, dinheiro,... o que houvesse em casa. Li também, nos diferentes blogues das escolas do meu distrito que as crianças continuam a sair nesta manhã para cumprir a tradição. Não dei por eles, é verdade, este ano não me acordaram os toques insistentes na campainha. E eu que até tinha comprado chocolates para oferecer.

Susana (Correspondente em Portugal)